Pelo Mes de Abril...

19 de Abril .....  
    "Curumin chama Cunhatã que eu ou contar.... 
que todo dia, e toda hora, era Dia de Índio... "



"Joaquim José da Silva Xavier, era o nome de Tiradenes.... 
Foi traído, e não traiu jamais, a Inconfidência de Minas Gerais...."



"E assim, à 22 daquele mes de Abril,
fundaram a Escola de Samba Unidos do Pau-Brasil"



"Jorge sentou praça na Cavalaria... 
E eu estou feliz, porque eu tambem, sou da sua compania... 
Eu estou vestido com as roupas e com as armas de Jorge... 
Salve Jorge!"

Trecho...


Quem foi, perguntou o Celo
Que me desobedeceu?
Quem foi que entrou no meu reino
E em meu ouro remexeu?
Quem foi que pulou meu muro
E minhas rosas colheu?
Quem foi, perguntou o Celo
E a flauta falou: Fui eu.

Mas quem foi, disse a Flauta

Que no meu quarto surgiu?
Quem foi que me deu um beijo
E em minha cama dormiu?
Quem foi que me fez perdida
E me desiludiu?
Quem foi, perguntou a Flauta
E o velho Celo sorriu.

By Milor Fernandes...

O Amor


 
"É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os
fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!"
 

Mudar...


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
 
 
* Fernando Pessoa

Quem Dera Fosse Verdade!








Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for


*"VILAREJO" - Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes

Carta Ao Meu Neto:

 
Marcelinho:
 
Pelo que você já me disse com o seu sotaque de anjo,
percebo que você me considera uma criança grandona e desajeitada,
e me acha, mesmo assim, seu melhor companheiro de brinquedos.
Pena que tenhamos tão pouco tempo para brincar,
tão pouco porque só sei brincar de passado,
e você só sabe brincar de futuro.
E ainda estarei brincando de recordação quando
você começar a brincar de esperança.
Mas antes que termine o nosso recreio juntos,
antes que eu me torne apenas um retrato na parede,
uma referência do seu pai, ou quem sabe até uma lágrima
de sua mãe (minha filha), quero lhe dizer meu neto, que vale a pena.
Vale a pena crescer e estudar.
Vale a pena conhecer pessoas,
ter namoradas, sofrer ingratidões, chorar algumas decepções.
E, a despeito de tudo isso, ir renovando todos os dias a sua
fé e a bondade essencial da criatura humana,
e o seu deslumbramento diante da vida.
Vale a pena verificar que não há trabalho que não traga
sua recompensa; que não há livro que não traga ensinamentos;
que os amigos têm mais para dar que os inimigos para tirar;
que se formos bons observadores, aprenderemos tanto com a obra
do sábio quanto com a vida do ignorante.
Vale a pena casar e ter filhos.
Filhos, que nos escravizaram com o seu amor.
Vale a pena viver nesses assombrosos tempos modernos,
em que milagres acontecem ao virar de um botão; em que se pode
telefonar da Terra para a Lua; lançar sondas espaciais, máquinas
pensantes à fronteira de outros mundos, e descobrir na humildade
que toda essa maravilha tecnológica não consegue, entretanto,
atrasar ou adiantar um segundo sequer a chegada da primavera.
Vale a pena meu neto, mesmo quando você descobrir que tudo isso
que estou tentando ensinar é de pouca valia, porque a teoria não
substitui a prática, e cada um tem que aprender por si mesmo que
o fogo queima, que o vinagre amarga, que o espinho fere,
e que o pessimismo não resolve rigorosamente nada.
Vale a pena, até mesmo, envelhecer como eu e ter um neto como você,
que me devolveu a infância.
Vale a pena, ainda que eu parta cedo
e a sua lembrança de mim se torne vaga.
Mas, quando os outros disserem coisas boas de sua avó,
quero que você diga de mim simplesmente isso:
“Minha avó foi aquela que me disse que valia a pena.
E não é que ela tinha razão!”